Caros leitores,

Estaremos lançando na próxima quarta-feira, dia 08, um novo site para a região Oeste. Devido à necessidade de realizarmos a mudança, atualizaremos o Blog Notícias de Chapecó até esta sexta-feira, 03 de maio.

Agradecemos pela compreensão.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Construção civil manterá crescimento em 2012

O mercado da construção civil neste ano será tão bom quanto foi em 2011. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a expansão do setor em 2011 foi de 4,8%, já sobre uma base de crescimento elevada, de 11,6% em 2010. No oeste catarinense, o cenário não foi diferente. Além das linhas de financiamento que atendem à demanda de todas as classes e dos subsídios do Governo Federal para aquisição de imóveis, a geração de novas fontes de renda impulsionadas pelo desenvolvimento do turismo de eventos, do ensino superior, de novas empresas que se instalam na região, entre outras, potencializam a economia e contribuem para o aumento da procura por imóveis no município de Chapecó e toda região.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Artefatos e Concretos Armados do Oeste (Sinduscon), Lenoir Antonio Broch, o aumento da população, estimulado pelo crescimento contínuo da economia e infraestrutura da cidade, aliado às facilidades de crédito, fazem com que desperte maior interesse na aquisição de imóveis tanto para moradia própria, quanto para investimento. Nesta entrevista, Broch avalia o cenário da construção civil na região e fala sobre as expectativas para os próximos anos. 

A construção civil vem crescendo num ritmo acelerado nos últimos anos. A tendência, para os próximos anos, continua sendo de desenvolvimento? 
Lenoir Antonio Broch – A tendência continua sendo de crescimento, pois o país vive um bom momento na economia. Com a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, serão realizadas grandes obras para os próximos anos. Além disso, o setor habitacional continuará se desenvolvendo em razão do aumento da renda e das facilidades de crédito. Nosso município e região acompanham esse crescimento. Temos agricultura, agroindústrias, comércio em constante desenvolvimento que, consequentemente, trazem investimentos ao setor. Embora as expectativas apontem para um cenário favorável, há desafios pela frente. A iniciativa privada tem condições para continuar investindo, mas é necessário que o poder público acompanhe essa tendência. É fundamental que nos locais onde há crescimento habitacional sejam feitas melhorias em segurança, transporte, escolas, acessibilidade, entre outros. O poder público está investindo, mas os recursos não são suficientes para acompanhar o desenvolvimento.

Como avalia o ano de 2011 para o Sinduscon? Quais foram as principais conquistas do setor?
Broch – Conseguimos colocar em prática nosso planejamento e obtivemos bons resultados. Investimos em qualificação de mão de obra através de cursos e treinamentos nos canteiros, realizamos o 1o Encontro de Profissionais de Recursos Humanos da Construção Civil, conseguimos a licitação para construção da escola para formação de mão de obra ao setor que ficará pronta em fevereiro deste ano, aplicamos em ações de segurança do trabalho, entre outros. O ano também foi importante para fortalecer parcerias com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (Siticom), o que oportunizou com que os trabalhos, na defesa dos interesses, tanto da classe dos empregadores como dos trabalhadores, fossem conduzidos de forma tranquila e com respeito.

A escola da construção civil que iniciará as atividades em 2012 é uma das grandes apostas para aumentar a mão de obra no setor. A qualificação profissional é o principal caminho para suprir essa escassez de profissionais?
Broch – A qualificação profissional é a nossa prioridade. Temos hoje uma defasagem de aproximadamente mil trabalhadores. Precisamos formar mão de obra, não apenas para suprir a falta destes profissionais nos canteiros de obras, mas também para garantir qualidade em todo o processo construtivo. Para isso, está sendo construída a Escola da Construção Civil em Chapecó, através de uma parceria entre Sinduscon, Fiesc e Senai. A instituição oferecerá qualificação gratuita. A nova escola fará parte da estrutura do Senai e terá capacidade para atender até 90 estudantes por dia. Na estrutura serão realizados cursos de qualificação profissional de pedreiros, carpinteiros, aplicador de revestimento, armador de ferragens, instalador eletricista e mestre de obras, formações com duração prevista de 160 horas-aula, além do curso de pintor (40 h). O Senai também utilizará seu laboratório de informática pra realizar cursos de CAD arquitetônico (desenho assistido por computador). O primeiro treinamento será o de Aprendizagem Industrial em Oficial da Construção Civil e as aulas terão início em março.

A mulher está conquistando o espaço da construção civil em todo o Brasil. Qual é o diferencial da mão de obra feminina?
Broch – Assim como em todo o país, Chapecó também vem aumentando o número de profissionais femininas nas obras. Elas ocupam cargos como pedreiras, eletricistas, operadoras de guincho, servente de pedreiro, entre outros. As mulheres têm se mostrado eficientes e possuem grande percepção para detalhes e acabamentos. Além disso, costumam valorizar a segurança no trabalho e a limpeza do canteiro de obras. Para 2012, precisamos intensificar as obras, visando aumentar ainda mais a participação da mulher na construção civil.

As regras que alteram o seguro-desemprego implantadas pelo Ministério do Trabalho representam uma alternativa eficaz para suprir as necessidades de profissionais?
Broch – Essa é uma das alternativas que colabora para contornar o problema da informalidade que prejudica a saúde das nossas instituições, pois tanto empresas como empreendedores individuais, se habilitam a executar obras sem as mínimas condições de segurança. Isso ocasiona acidentes de trabalho que aumentam as estatísticas indesejáveis da construção civil e transferem a responsabilidade para toda a categoria. Em 2010, 12.800 trabalhadores solicitaram seguro-desemprego em Chapecó e 99% obtiveram o benefício. Muitos, provavelmente, estariam perfeitamente ocupados nas mais diversas atividades que oferecem oportunidade de trabalho dignamente remunerado. Não é correto que financiemos com nossos impostos a preferência pela ociosidade ou pela ocupação informal. O novo sistema oferece uma base unificada de dados que integra as informações de todo o território nacional. A ferramenta visa facilitar a recolocação do profissional no mercado de trabalho e, consequentemente, diminuir as solicitações de seguro-desemprego no País. Através disso, o trabalhador concorre às vagas de emprego disponibilizadas no Sine sem sair de casa, além de acessar informações sobre o benefício e fazer pré-cadastro de vagas. Nossa preocupação é disponibilizar as vagas existentes no mercado para facilitar os encaminhamentos do Sine aos interessados em contratar, desde que haja o atendimento em relação às características necessárias ao preenchimento das vagas. O papel do Sine será o encaminhamento dos desempregados para recolocação no mercado, mas também de observar as características dos interessados e buscar junto aos organismos possíveis a profissionalização, qualificação e, até mesmo, a alfabetização da mão de obra existente, de acordo com a necessidade de treinamento. 

A qualidade no processo construtivo é uma das preocupações do Sinduscon. Qual é o panorama das empresas associadas?
Broch – Muitas empresas da região se destacam pelo nível de qualificação e emprego em tecnologias de ponta para a atividade, tanto nos aspectos construtivos como nos aspectos de saúde e segurança do trabalhador. Várias, inclusive, possuem certificação ISO 9000/9001 e certificação no Programa Brasileiro de Qualidade do Habitat (PBPQ-h), o que comprova a excelência no processo construtivo.

Que ações o Sinduscon pretende desenvolver em 2012 para fortalecer a categoria?
Broch – Nosso planejamento estratégico para 2012 contempla a continuidade dos investimentos em treinamentos de mão de obra, oferecendo profissionais capacitados para ministrarem os cursos na Escola da Construção Civil, contratando aprendizes para serem qualificados e acompanhando esse trabalho. Realizaremos o 2o Encontro de Recursos Humanos e comemoraremos os 25 anos de fundação do Sindicato com um evento que reunirá parceiros e pessoas que contribuem para o desenvolvimento do setor. Também buscaremos consolidar parcerias com entidades como a Associação de Engenheiros e Arquitetos (AEAO), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, Agronomia (CREA) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), afinal, nossos objetivos são comuns – defender os interesses das categorias similares e criar estratégias para que as empresas cumpram normas e leis. Continuaremos desenvolvendo trabalhos para estimular o fim da informalidade, através de ações conjuntas que ofereçam benefícios aos empresários, aos funcionários e ao governo. Já atingimos bons resultados e reduzimos o trabalho informal em 2011, mas há muito que fazer ainda. Além de buscar novos sócios, trabalharemos para valorizar empresas que atingiram índices de qualidade e incentivaremos outros empreendimentos a investirem na excelência. Enfim, trabalharemos para defender os interesses da categoria econômica, consolidar o Sinduscon como entidade associativa, visando valorizar sua importância política e representativa, fortalecer as iniciativas de diálogo e as parcerias entre empresas e colaboradores através dos sindicatos, além de buscar alternativas conjuntas para redução da burocracia e agilização de processos para redução de prazos de análise de documentos, entre outros.


Postado por Matheus,
Horário: 01:11,
Data: 21/01/12,
Fonte: MB Comunicação.

Nenhum comentário: